
No domingo de encerramento da tradicional Festa de Sant’Ana, o prefeito de Caicó, Dr. Judas Tadeu, confirmou que irá disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026. Ao Blog do Xerife, declarou: “Sou candidato a deputado estadual. No prazo previsto por lei, vou me afastar da prefeitura e passar o bastão para meu vice-prefeito, Toinho Santiago”.
Com mais de 80% de aprovação popular e eleito em 2020 com quase 75% dos votos válidos (26.716 votos), Tadeu encerra seu mandato como uma das maiores forças políticas da história recente de Caicó — e entra oficialmente no tabuleiro da sucessão do deputado Vivaldo Costa, o Papa Jerimum.
O movimento, no entanto, não acontece isolado. O ex-prefeito Bibi Costa, irmão de Vivaldo, também já reafirmou sua intenção de disputar uma cadeira na Assembleia em 2026. Com trajetória consolidada e base histórica, Bibi aparece como nome natural para dar continuidade ao legado do clã jerimum.
Mas nem tudo está definido. Há quem aposte que, entre o irmão e o afilhado político, Vivaldo preferiria Tadeu como seu sucessor. A afinidade pessoal, a aprovação popular e o papel estratégico do prefeito na eleição de 2020 pesam a favor dessa escolha silenciosa — ainda não declarada, mas sentida nos bastidores.
Enquanto isso, Vivaldo segue mantendo seu destino político sob reserva. A expectativa é de que o deputado estadual não dispute a reeleição, e vislumbre ser suplente da governadora Fátima Bezerra em uma eventual candidatura ao Senado, encerrando sua trajetória assumindo, mesmo que de forma temporária, o mandato de senador.
Com a saída de Tadeu da prefeitura e o avanço das pré-candidaturas, Caicó volta a ser o centro de uma disputa que não é apenas eleitoral, mas simbólica: quem herdará a liderança política do Seridó na era pós-Vivaldo?






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