A secretária de Assistência Social de Natal e vereadora licenciada, Nina Souza (União Brasil), oficializou o que já vinha sendo ventilado nos bastidores: é, sim, pré-candidata a deputada federal nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio 94 FM, nesta terça-feira (25), em tom direto:
“No meu coração, eu acho que quero ir pra Brasília… Nós estamos aí, já começando o trabalho pra candidatura a deputada federal.”
A fala não veio sozinha. Nas últimas semanas, o prefeito de Natal e marido de Nina, Paulinho Freire, intensificou reuniões com lideranças do interior que compõem sua base histórica — parte delas remanescente de seus mandatos na Câmara Federal e na presidência da FEMURN. A movimentação reforça, de forma indireta, a estruturação da candidatura de Nina, que deve contar com apoio fora da capital para alcançar viabilidade eleitoral.
Apesar do clima de avanço, o anúncio não agradou a todos. Ériko Jácome, atual presidente da Câmara Municipal de Natal e aliado do grupo, também alimentava o projeto de disputar vaga na Câmara dos Deputados. Segundo apuração da imprensa local, Ériko foi pego de surpresa com a declaração de Nina e demonstrou insatisfação por não ter sido comunicado previamente — o que provocou mal-estar entre aliados.
No campo partidário, Nina permanece filiada ao União Brasil, mesmo tendo recebido convites para se transferir a outras siglas, como o PL. Ao ser questionada sobre uma possível mudança, ela respondeu:
“Recebi convite do PL, sim… Como sou uma pessoa séria, sou bem recebida em todo lugar. Mas estou no União e sigo firme aqui.”
A declaração é lida como uma tentativa de manter estabilidade interna e evitar disputas prematuras, especialmente num partido que ainda busca se reposicionar no RN após os resultados de 2022.
Com o apoio informal das bases de Paulinho, capital político acumulado ao longo dos últimos anos e trânsito entre diferentes grupos, a pré-candidatura de Nina vai se consolidando. Se não há ainda uma confirmação oficial, o movimento já deixou de ser discreto — e passa agora a provocar reações dentro e fora do União Brasil.






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