De olho na manutenção da cláusula de desempenho e na tentativa de retomar protagonismo na política potiguar, o PSB nacional lançou a ex-deputada estadual Larissa Rosado como pré-candidata à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. O partido, que já foi presidido no estado pela ex-governadora Wilma de Faria e teve papel central em diversos momentos da política potiguar, aposta na retomada de espaços com nomes de trajetória consolidada. O anúncio foi feito pelo presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, por meio das redes sociais, ao lado da própria Larissa, que atualmente comanda o diretório estadual do PSB no Rio Grande do Norte.
Com quatro mandatos como deputada estadual e uma passagem pela Câmara Municipal de Mossoró, Larissa reaparece no cenário eleitoral com o aval direto da cúpula nacional. Em sua publicação, Siqueira exaltou a experiência e o compromisso da líder mossoroense com pautas sociais, além de destacar sua capacidade de diálogo e espírito público. “O PSB tem em Larissa Rosado um nome à altura dos desafios que o estado enfrenta”, escreveu.
A movimentação não ocorre por acaso. O PSB potiguar deve montar uma nominata para a disputa proporcional, tentando garantir votos suficientes para ultrapassar a cláusula de barreira — exigência legal que limita o acesso das siglas ao fundo partidário e ao tempo de TV. Paralelamente, o partido já sinaliza apoio ao nome do secretário Cadu Xavier (PT) como pré-candidato ao Governo do Estado e da governadora Fátima Bezerra (PT) como pré-candidata ao Senado Federal.
Larissa, que ficou de fora da Assembleia Legislativa após a eleição de 2018, busca agora reconectar sua imagem a um projeto nacional, surfando na credibilidade que mantém na região Oeste e na confiança da direção do PSB. A escolha por uma candidatura à Câmara dos Deputados também mira a retomada de espaços estratégicos no Congresso, num cenário de fragmentação e recomposição do campo de centro-esquerda.
A aposta do PSB é clara: combinar experiência política com articulação nacional para manter relevância em um cenário cada vez mais competitivo. Se conseguirá transformar esse movimento em capital eleitoral efetivo, é o que as urnas de 2026 irão mostrar.






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